:: Sábados da Ciência ::

Todo último sábado de cada mês, o museu abre suas portas para o Sábado da Ciência, um evento gratuito, destinado a todas as faixas etárias e que, a cada mês, aborda um tema especial. Os eventos acontecem sempre das 14 às 17h.

Próximos eventos:

31 de julho - Insetos & Cia

28 de agosto - Por dentro do Corpo Humano

25 de setembro - Cérebro: Uma Neuraventura Sensorial

18 a 24 de outubro - SNC&T – “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”

27 de novembro - Pequenas formas vivas

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Leia as notícias sobre os eventos:

Neurociências à flor da pele

Semana do Cérebro reuniu cerca de 400 pessoas no Espaço Ciência Viva

Como sentimos o gosto dos alimentos quando eles estão em nossa boca? Por que existem áreas de nosso corpo onde somos mais sensíveis e outras onde nem sentimos direito o toque? Esses atos estão tão impregnados em nosso dia-a-dia que não paramos para questionar como eles acontecem e qual o processo responsável pela sua realização. Porém, essas e outras sensações só são percebidas por conta de um importante órgão de nosso corpo, que ultimamente vem sendo objeto de estudo de diversos cientistas: o cérebro. Por conta dos avanços tecnológicos na área médica e da necessidade em estudar certas doenças e alterações do sistema nervoso, a neurociência, responsável pelo estudo do cérebro, está em evidência nos últimos anos e é um dos temas científicos mais explorados pela mídia.

É por isso que se espalham por todas as partes do globo eventos responsáveis por divulgar e discutir os estudos sobre o cérebro. No Brasil, o primeiro evento aberto, com entrada gratuita, sobre o tema aconteceu em março, no Espaço Ciência Viva, abrindo as atividades do museu no ano de 2010. A I Semana do Cérebro aconteceu durante os dias 26 e 27, sexta-feira e sábado e cerca de 400 pessoas, entre jovens, adultos e até idosos, participaram das atividades, interessados em aprender mais sobre o mundo das neurociências.
 

O evento foi o resultado de uma parceria entre o Espaço Ciência Viva e a Organização Ciências e Cognição (OCC), com apoio do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ) e do Instituto de Ciências Cognitivas e teve como coordenadores os professores Alfred Sholl (Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ) e Glaucio Aranha (Instituto de Ciências Cognitivas/ICC). Durante as 16 horas de atividades, divididas pelos dois dias de evento, era possível ver ambos de um lado para o outro do galpão, participando e coordenando todas as oficinas. Sholl, em seus emocionados discursos de abertura e encerramento, sintetizou qual era a sensação de ter seu sonho de quatro anos sendo realizado. “Depois de muito tempo planejando, chegou a hora de pôr tudo em prática. Agradeço a todos os colaboradores e todos os monitores presentes, fundamentais pela realização da Semana. Além disso, muito obrigado ao Espaço Ciência Viva pela iniciativa de apoiar esse sonho”, desabafou o pesquisador.

As atividades tiveram a participação maciça de diversas escolas, que se cadastraram e levaram seus alunos para aprenderem fora da sala de aula. Algumas oficinas fizeram sucesso com os pequenos, como a de discriminação tátil, em que os monitores estimulavam os alunos a perceberem sua sensibilidade ao toque, e a de percepção gustativa, na qual os alunos adoravam adivinhar qual era o alimento que estava em sua boca. Luiza da Silva, de 10 anos, contou como foi a experiência de aprender brincando. “Adorei as oficinas. Hoje acho que aprendi mais do que na escola!”, disse a animada aprendiz, que ao final do evento, ficou feliz em receber ser diploma de “Cientista Júnior” e participar do Big Brain Brasil, deixando seu depoimento sobre o evento.

Além das oficinas espalhadas pelo galpão, outras atividades marcaram a I Semana do Cérebro, que teve como tema principal os sentidos humanos. Instalações que misturavam arte a uma percepção dos sentidos, oficina de desenho e contadores de histórias divertiam tanto o público infantil, quanto pais e até curiosos que vinham ver o que estava acontecendo no galpão. Na sala de vídeo, as palestras e o fórum sobre educação atraíram professores e interessados em novas formas de aprendizado, que debateram diversas questões em torno dos temas educação e neurociências. Alguns momentos bastante interessantes puderam ser testemunhados nessas discussões e exposições.

O depoimento emocionado da professora da rede estadual Simone Souza, contando sobre o seu dia-a-dia no colégio e suas experiências em mais de 30 anos lidando com educação e o workshop liderado pelo professor Gláucio Aranha, em que ele sugeria a adoção de jogos de RPG (Role Playing Game, ou “jogo de interpretação de personagens”) como um método de aprendizado eficaz e divertido, podem ser considerados os pontos altos dos dois dias de palestras.

O evento deixará saudades para todos os que participaram e colaboraram. Porém essas não serão muito longas. Já em setembro, no último sábado do mês, haverá uma versão pocket do evento em local ainda não definido. Além disso, o professor Sholl anunciou no discurso de encerramento que a partir de agora o evento será anual e acontecerá sempre no mês de março, com entrada gratuita. Os amantes da neurociência agradecem.

 

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