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Plenária 2: Novos Modelos e Desafios para Museus e Centros
de Ciências
Grazielle Rodrigues Pereira
Palestrantes:
Per-Edvin Persson - diretor do centro de Ciência
Eureka e presidente da Associação de Centros de Ciência
e Tecnologia (ASTC - The Association of Science Technology Centers), Finlândia.
Goery Delacote - Diretor do Exploratorium, EUA.
Alan Leshner, chefe executivo da AAAS (Associação Americana
para o Avanço da Ciência), EUA.
Julia Tagüeña Parga - Diretora Executuva
da Red POP (Rede de Popularização da Ciência e da
Tecnologia na América Latina e no Caribe), México.
Mamoru Mohri - diretor do MeSci National Museum of Emerging
Science and Innovation, Japão.
Os novos modelos funcionais para centros de ciência, bem como a
importância da Ciência e a questão da sustentabilidade,
foram os temas abordados, no segundo dia de debates no 4º SCWC. Na
mesa, representantes da Europa, América Latina, Estados Unidos
e Japão fizeram uma exposição das experiências
de cada lugar.
Delacote, enfocou um novo modelo de museu ou centro de divulgação
cientifica com objetivo de atingir o mundo exterior. Como exemplo destacou
o próprio Exploratorium, em São Francisco, que tem utilizado
tecnologia, como a Internet, a fim de trazer para dentro do museu inúmeras
informações do mundo, para em seguida repassá-las
para a população, também com o objetivo de fazer
parcerias como outras instituições, criando uma espécie
de "museus em rede". Para Delacote os centros de divulgação
cientifica devem estar voltados para os anseios da população,
sendo "polimídias". Ou seja, mostrando ao público
as novas descobertas científicas, dando mecanismos subjacentes
para que essa sociedade possa estar compreendendo as diversas informações
científicas publicadas nos grandes jornais.
Leshner, por sua vez, verificou na sociedade americana, em alguns países
da América Latina como o Brasil e em certos países da Europa,
que as pessoas não acreditam ou apreciam determinadas abordagens
da ciência. Um exemplo é a "Teoria do Evolucionismo"
por ir de encontro com crenças e costumes e fervor religioso. Sendo
assim, enfatiza Leshner, "é importante que a comunidade científica
deixe de lado o 'monólogo' e permita o "diálogo com
a população", engajando essas pessoas na compreensão
da ciência e da tecnologia".
A Diretora da RedPop, Julia Tagüeña, apresentou um novo estudo
que está sendo realizado no México, o “GLOCAL”,
com o objetivo de interligar o local e o global em um Centro de Divulgação
Científica, "para responder os anseios da sociedade através
de idéias com metodologias claras, com um tema unificador sendo
um ponto de eqüidade, tolerância, respeitando sempre as diferenças
culturais".
Um panorama do avanço da tecnologia no Japão foi apresentado
por Mohri, onde há algumas décadas a Ciência sofreu
um grave declínio em função do baixo envolvimento
do público. Depois deste fato, o governo resolveu fazer um programa
de "alfabetização científica", buscando
uma face humana da ciência. Esse problema foi solucionado com a
criação do "MIRAIKAN", um centro de ciências,
no qual existem fóruns de debates entre cientistas e a população,
laboratórios abertos ao público mostrando que a ciência
e a tecnologia são partes intrínsecas da sociedade.
Em um ponto, as diversas culturas representadas nesta Plenária
concordam: a divulgação científica deve levar em
conta parcerias entre vários atores da sociedade, provocando um
diálogo aberto, a fim de que melhore a qualidade de vida, através
de um melhor entendimento da ciência e da utilização
das tecnologias.
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