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Plenária 4: Museus e Centros de Ciências como Espaço de Aprendizagem

Palestrantes:
Brenton Honeyman, Gerente de Operações Executivas do Questacon, Australia.
Léonie Rennie, Curtin University of Technology, Austrália.
Dennis Bartels, Presidente da TERC (Technical Education Research Center).
Ennio Candotti, Presidente da Associação para o Progresso da Ciência - SBPC, Brasil.

A última sessão plenária do 4º Congresso Mundial de Centros e Museus de Ciências foi inquestionavelmente o ponto alto do evento. Brenton Honeyman abriu a sessão dizendo que os Centros e Museus de ciência moldaram a forma com que o ensino de ciências é feito. Suas principais contribuições foram mostrar que o ensino pode ser divertido, relevante para a nossa vida pessoal, e que o aprendizado não está restrito às salas de aula.

Léonie Rennie apresentou um grande desafio à audiência, incluído nas "10 coisas que precisamos pensar" a respeito do aprendizado em centros de ciência. Os temas relacionados incluíram o aprendizado em um contexto geral, os mitos de aprendizado em centros de ciência, as maneiras de criar condições propícias ao aprendizado. Todos estes tópicos já foram profundamente investigados e não constituem problemas atualmente. O grande desafio atual, o décimo item de sua lista, é apresentar a ciência como uma atividade humana.

"Evitando as armadilhas do ambiente de ensino - em que o pensamento em rede pode nos ajudar" foi o tema de Dennis Bartels. Ele comentou sobre as vantagens do ensino em centros de ciências, porém sem fazer oposição ao ensino formal. Em sua opinião, as pessoas e os programas educacionais são mais importantes do que objetos, locais e recursos disponíveis. Concluiu que os centros de ciência não são locais físicos, mas parte de uma rede que inclui outras formas de educação.

" Diversão ou educação nos centros e museus de ciências" foi tema do último palestrante, Ennio Candotti. Segundo ele, os centros de ciência não são locais de acúmulo de informações, mas devem promover questionamento em detrimento à certezas. O principal problema detectado por ele é a falta de comunicação entre a comunidade científica e o público.
A sessão foi uma verdadeira síntese do que foi pensado e discutido ao longo do congresso e, apesar de não ter sido a última atividadedo evento, pode-se dizer que foi um fechamento com chave de ouro. (G.R.)

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