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Evitando as armadilhas das classificações do ambiente
de ensino - em que o pensamento em rede pode nos ajudar
Gustavo Rubini
Dennis Bartels é Presidente da TERC (Technical Education Research
Center) centro de pesquisas que avalia programas educacionais formais
e não formais, o que certamente contribui para ampliar a sua visão
sobre o papel Centros e Museus de Ciências.
O início do movimento de educação não formal
foi marcado pelo excessivo antagonismo em relação à
educação formal. Isto aconteceu porque a educação
não formal era uma área nova e precisava ganhar espaço.
A tendência americana, segundo Bartels, é a de definir a
aprendizagem a partir do ambiente em que ela ocorre. Assim, os profissionais
da área não formal associavam apenas características
positivas aos centros e museus de ciências, enquanto as escolas
possuíam apenas características negativas.
As características que definem um museu de ciência são
várias. O tempo e a atenção dos visitantes, por exemplo,
não são controlados. Desta forma, não apenas a sua
participação é completamente voluntária, mas
o seu aprendizado é essencialmente não-linear, pois cada
visitante escolhe o que fará na ordem que quiser. Dentre as suas
vantagens em relação ao aprendizado formal está a
experiência direta, com o conteúdo científico e a
fácil acessibilidade por parte da comunidade local. Sua popularidade
existe por ser um território neutro para cientistas e leigos.
Entretanto, hoje em dia este maniqueísmo vem sendo superado e
as diferenças entre as duas abordagens não precisam mais
ser enfatizadas. A aprendizagem em centros e museus de ciências
difere daquela que ocorre nas escolas, mas isso não significa que
uma seja melhor ou pior do que a outra. Ao contrário, ambas tendem
a ganhar e se interagirem entre si. Segundo Bartels, escolas e museus
possuem deveres em comum para com o público. Fornecer informações
confiáveis e ensinar a distinguí-las de "charlatanices"
são essenciais para ganhar a confiança da população
e desmistificar a ciência. "Agindo juntos, ambos poderão
mostrar os enigmas e mistérios da ciência e transferir o
professor de narrador para protagonista da ação".
Bartels lembra que as pessoas e os programas educacionais são
mais importantes do que objetos, locais e recursos disponíveis.
"Os centros de ciência não são locais físicos,
mas parte de uma rede mais ampla que inclui outras formas de educação.
Daqui a 25 anos haverá uma revolução na ciência
cognitiva e o ensino não será dominado pelas escolas e universidades.
Os centros de ciências desempenharão um papel central neste
novo cenário."
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