| ciência em debate (artigos)
Em cartaz: Cinema
e Vídeo Científico do Mercosul
O
Festival de Cinema e Vídeo Científico do Mercosul (Cinecien
06), que está sendo realizado no Rio de Janeiro, com sessões
gratuitas, concederá prêmios em cinco categorias: Vídeos
Didáticos; Curtas; Programas de TV; Campanhas Publicitárias
e Longas. Promovido pela Reunião Especializada de Ciência
e Tecnologia do Mercosul (Recyt), este ano o evento está sendo
organizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
brasileiro. Jose Luis Castiñeira, compositor e diretor argentino
e um dos idealizadores do festival, diz que esta incitativa, pretende,
“com esta iniciativa, incrementar a produção
audiovisual de Ciência e Tecnologia, além de criar um espaço
de interação de cineastas e cientistas”.
O
1 º Cinecien foi realizado em 2005, na cidade de Buenos Aires,
Argentina, com o objetivo de exibir as produções científicas
audiovisuais, estimulando os realizadores e as instituições
dos países-membro e associados do Mercosul a utilizarem os meios
audiovisuais para a divulgação do trabalho de pesquisadores
e especialistas em todas as áreas do conhecimento científico,
além de promover e difundir a produção audiovisual
científica da região. “Em reunião de Cooperação
científico-tecnológica dos países-membro do Mercosul,
a programação do Festival foi oficializada”, diz
Castiñeira.
Cerca de 180 produções foram inscritas para este Festival,
a maioria proveniente de universidades, institutos e fundações,
abordando temas das ciências humanístico-social. “A
abordagem das ciências duras exige maior produção
e financiamento. Isso explica, em parte, a grande quantidade de filmes
na área social”, explica Castiñeira.
“O Festival poderá atrair cineastas que, certamente, se
interessarão por temas científicos e tecnológicos,
a ponto de imprimir uma maior qualidade destas realizações.
Ou seja, a produção de filmes científicos irá
proporcionar uma abertura de canais abertos para sua exibição
e, conseqüentemente, para a divulgação da ciência
feita na América Latina.”, finaliza Castiñeira.