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:: É Tempo de ver Saturno! ::

Venha observar o planeta mais fascinante do sistema solar, toda Quarta-Feira por volta das 20h, no jardim do Espaço Ciência Viva. (Ligue antes para saber se as condições meteorológicas são favoráveis - 2204 0599)

De  todos  os  planetas  do  sistema  solar  nenhum  encanta  mais  o  observador  do  que Saturno.  Com seus anéis brilhantes flutuando magicamente na imagem do telescópio, Saturno fascina e torna-se inesquecível para quem o vê.

Quando Galileo, no  início do  século XVII,  apontou para o céu um novo e precário invento para ver à distância mudou completamente a forma de encararmos o firmamento e estudar a astronomia.   Ver mais e melhor os pontinhos misteriosos que brilhavam à noite permitiu-nos trilhar o caminho para desvendar os mistérios do universo.

As  imagens embaçadas que Galileo conseguia com suas  lunetas não permitiram que ele entendesse o que via ao observar Saturno.   Pareceu-lhe um planeta triplo pois via uma bolinha ladeada por duas menores, tão juntas que seu instrumento não permitia identificar-lhes separadamente.  Por vezes pareceu-lhe que era um planeta com duas alças ou "orelhas", mas  isto não  fazia  sentido, embora  fosse o mais próximo da  realidade que seus pequenos telescópios pudessem lhe mostrar.

Quatrocentos anos depois, quando a humanidade comemora o Ano  Internacional da Astronomia  podemos  apreciar  Saturno  com  uma  nitidez  sequer  sonhada  no  início  desta jornada. Com  ótica  de  melhor  qualidade  e  instrumentos  muito  mais  engenhosos,  podemos mostrar a todas as pessoas uma imagem de Saturno clara e cheia de detalhes.

Ver  Saturno  ao  telescópio  é  uma  experiência  única  pois  os  anéis  se  prestam magnificamente para dar profundidade e magia ao segundo maior planeta do sistema solar. Apesar de  serem  feitos de  incontáveis  fragmentos de gelo  e  rocha, variando  em  tamanho desde um grão de areia até o de um automóvel tenuemente espalhados em torno do planeta, vistos a  tão grande distância os anéis parecem sólidos e  refletem muito bem a  luz do Sol. Tão bem que ao projetarem  sombra  sobre o disco do planeta e ao  serem  sombreados por este conferem à imagem vista ao telescópio uma indescritível sensação de profundidade que faz parecer que o planeta flutua solto diante do fundo estrelado.

O Ano de Saturno dura cerca de trinta anos terrestres e assim com a Terra, seu eixo de rotação é inclinado em relação ao plano de sua órbita, gerando estações do ano semelhantes às que experimentamos aqui.   Assim, ora vemos um hemisfério de Saturno voltado para o Sol e ora o outro.   Mas entre um "verão" e um "inverno" experimentamos um equinócio, quando ambos os hemisférios encontram-se igualmente expostos ao Sol.

Como o equador de Saturno é concretamente representado pelos anéis podemos notar facilmente  estas mudanças  de  estação  em  Saturno  pela  inclinação  com  que  os  anéis  se apresentam para nós.

Em  2009  Saturno  estará  passando  por  um  "equinócio"  e  seus  anéis  praticamente desaparecerão  durante  alguns  dias  no  mês  de  setembro,  quando  estarão  perfeitamente alinhados com a Terra e por terem espessura de pouquíssimos quilômetros ficarão além do alcance  da maioria  dos  telescópios. Somente  a  fina  sombra  que  continuarão  projetando sobre o disco do planeta permanecerá visível.

Saturno é o planeta mais distante entre os visíveis a olho nu. Por isto é também um dos menos brilhantes, apesar do seu imenso tamanho.  Além disto, boa parte do seu brilho é devido à reflexão da luz do sol em seus anéis.  Como estes estarão quase de perfil durante todo o ano, Saturno terá seu brilho significativamente diminuído durante esta temporada.

Ainda  assim,  convidamos  todos  a  nos  visitarem  nas  Noites  de  quartas-feiras  no Espaço  Ciência  Viva,  quando  o  Grupo  de  Astronomia  se  reúne  para  conversar  sobre astronomia e observar o céu através dos seus poderosos telescópios.

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