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Grupo de Astronomia desenvolve Plataforma de Poncet

Depois de desenvolver o terceiro telescópio completamente artesanal, construído inteiramente com inovações e a participação de vários membros do Grupo de Astronomia NGC-51 do Espaço Ciência Viva está desenvolvendo agora uma "plataforma de Poncet". Esta plataforma consiste numa base sobre a qual podem-se colocar telescópios de diversos modelos e fazer o acompanhamento dos astros no firmamento através de motorização simples ou acionamento através de um computador. Um protótipo já foi construído e, agora, está sendo aprimorado os detalhes construtivos para a execução de um modelo mais robusto e funcional. Estes tipos de instrumentos, embora não sejam inovações, raramente são vistos no Brasil e embutem dificuldades técnicas cujas soluções raramente são disseminadas. Ao desenvolvermos nossos instrumentos rompemos barreiras e descobrimos caminhos para a realização de novas empreitadas. Toda esta atividade, apesar de transcorrer num clima de extrema informalidade e descontração, todas as quartas-feiras no Espaço Ciência Viva, está capacitando vários astrônomos amadores cariocas e tem atraído o interesse de astrônomos amadores de todo o Brasil, onde o grupo NGC-51 torna-se cada vez mais conhecido.

O Grupo de Astronomia - NGC-51, depois de ter enviado três monitores e dois telescópios para um evento do Sesc no distrito de Nogueira, em Petrópolis, foram chamados novamente, desta vez pelo Sesc de Nova Iguaçú, para levar dois telescópios de dois monitores para o encerramento de uma caminhada ecológica na Reserva Ecológica do Tinguá, naquele município. A caminhada ecológica acontecerá no dia 13 de maio e terminará numa pousada no interior da reserva, onde estaremos aguardando o grupo para mostrar o céu e falar de astronomia.

Também está sendo implementando um sistema de pequenas apresentações, ou mini palestras, realizadas especialmente em noites nubladas quando a observação ao telescópio é inviável. Já aconteceram três palestras que, têm servido para integrar todo o grupo numa única conversa, com troca de idéias e direcionamento do assunto. Estas apresentações despretensiosas têm ajudado também a integrar os recém chegados, que muitas vezes sentem dificuldade em participar das conversas entre um grupo tão coeso. Durante a palestra, todos somos platéia e participamos juntos com nossas dúvidas e conhecimentos. A última palestra, sobre estrelas duplas, foi de tal forma interessante que estamos burilando as propostas e estudos do astrônomo Marcos Valério para uma apresentação no próximo Encontro Nacional de Astronomia Amadora (ENAST), que acontecerá em Brasília no mês de novembro.

Para os que ainda não sabem, NGC significa New General Catalogue, e é um catálogo de objetos difusos elaborado pelo observatório de Monte Palomar, na primeira metade do século XX e que serve de referência para a identificação de galáxias, nebulosas e aglomerados. A grande nebulosa de Orion, por exemplo, também é conhecida como M-42, no catálogo de Messier, e como NGC-1976 no New General Catalogue. Adotamos este nome porque era muito comum o alheamento dos visitantes que nos ouviam falar seguidamente de NGC-3532, NGC-4662 etc. sem terem idéia do que falávamos. O número 51 refere-se a uma pequena galáxia na constelação de Andrômeda.

Sergio Lomonaco Carvalho
Coordenador do Grupo NGC-51

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